sábado, 30 de agosto de 2014

Nós somos a Bruxaria


NÓS SOMOS A BRUXARIA. Nós somos a a organização mais antiga do mundo. Quando o homem nasceu, nós eramos. Nós cantamos a primeira canção no berço. Nós curamos a primeira ferida, nós confortamos o primeiro terror. Nós fomos os guardiões contra as trevas, os ajudantes no lado esquerdo. Os desenhos nas rochas de Pirinéus lembram-se de nós, e pequenas imagens de barro, feitas com um antigo proposito quando o mundo ainda era novo. Nossa mão esteve em antigos círculos de pedras, o monólito, dólmen, e o carvalho do druida. Nós cantamos as primeiras canções de caça, nós fizemos as primeiras plantações crescerem; quando o homem permaneceu nu diante dos poderes que o fizeram, nós cantamos a primeira canção de terror e espanto. Nós cortejávamos entre as Piramides, observamos o Egito ascender e cair, dominado por um espaço na Caldeia e Babilônia, os Reis Magos. Nós nos sentamos entre as assembleias sagradas de Israel, e dançamos as danças selvagens e majestosas os bosques sagrados da Grécia.

Na China e Iucatã, no Kansas e Curdistão nós eramos um. Todas as organizações nos conheceram, nenhuma organização nos pertencia; quando há muita organização nós partimos. Nós estamos do lado do homem, da vida, e do individuo. Dessa forma nós somos contra a religião, moralidade e governo. Portanto nosso nome é Lúcifer. Nós estamos ao lado da liberdade, do amor, da alegria e da rizada e da embriaguez divina. Portanto, nosso nome é Babalon.


Algumas vezes nós nos movemos abertamente, algumas vezes em silencio e secretamente. Noite e dia são um conosco, a calmaria e a tempestade, as estações e os ciclos do homem, todas essas coisas são unas, pois nós estamos nas raízes. Suplicantes, nós permanecemos de pé diante dos poderes da vida e da morte, e nós ouvimos desses poderes, e seus benefícios. Nosso caminho é o caminho secreto, a direção desconhecida. Nosso caminho é o caminho da serpente na vegetação rasteira, nosso conhecimento está nos olhos do bode e da mulher.

Merlin era um dos nossos, Gawain e Arthur, Rabelais e Catullus, Gilles de Retz e Joana d'Arc, De Molensis, Johannes Dee, Cagliostro, Francis Hepburn e Gellis Duncan, Swinburne e Eliphas Levi, e muitos outros bardos, Magus, poetas, mártires conhecidos e desconhecidos que carregavam nossos estandartes contra o inimigo multiforme e onipresente, a Igreja e o Estado. E quando aquele verme do inferno que é chamado de Igreja cristã manteve todo o ocidente em escravidão do pecado e morte e terror, nós, e somente nós, trouxemos esperança aos corações dos homens, apesar do calabouço e pilar de punição.

Nós somos a Bruxaria, e apesar de que um não conheça o outro, ainda assim nós somos unidos por um elo indissolúvel. E quando o alto choro selvagem da águia soar em sua mente, saiba que você não está sozinho no seu desejo por liberdade. E quando o uivar do lobo ecoar nas florestas da sua noite, saiba que há esses que também espreitam. E quando as maneiras de seus companheiros sobre você parece ser as maneiras de idiotice e loucura, saiba que existem esses outros que foram vistos e julgados - e agiram.

Nós sabemos que o poder que nós servimos, reside no coração de cada homem e mulher como a árvore reside na semente. E para estar conosco, você somente tem que chamar esse Poder, e você será um de nós. E quando nosso Poder e Alegria vier até você, você poderá ir adiante e realizar sua vontade entre os homens e nenhum irá dizer não. E se essa é sua vontade, você deverá realizar sua vontade secretamente, e se for a sua vontade, você deverá realizar sua vontade abertamente, como quiseres.


Belarion (Jack Parsons)
Tradução: AShTarot Cognatus

5 comentários:

  1. ola estou em estudo sobre qhiphot , e gostaria de saber se tem rituais para desenvolve-las interiormente.tem como me orientar.

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  2. Inspirador, gosto mais do Parsons e do Chumbley que do Liguori e do Nicholaj.

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    1. Também gosto do AOS e da Sra Oates.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Inspirador, gosto mais do Parsons e do Chumbley que do Liguori e do Nicholaj.

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